O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, garantiu esta quarta-feira que o nível de provisões da instituição é semelhante à dimensão dos outros bancos centrais e representa 3% da carteira de dívida pública (680 milhões de euros).

Carlos Costa falava no Parlamento, onde está a ser ouvido na Comissão de Orçamento e Finanças, sobre as contas de 2016, mas também para se pronunciar sobre o processo de venda do Novo Banco.

A robustez do Banco de Portugal é a rede de segurança da estabilidade do sistema financeiro e da República”, disse Carlos Costa aos deputados.

O responsável lembrou que as contas de um banco central não são como as contas de um banco comercial ou de uma empresa e que é preciso “identificar riscos futuros para ter capacidade de absorver perdas”.

“Se algum dia uma das contrapartes do sistema deixar de ser contraparte, o risco deixa de ser partilhado e passa a ser responsabilidade do Banco de Portugal”, acrescentou.

Carlos Costa justificou ainda que a percentagem mínima das provisões é uma precaução face à gestão desta carteira e garantiu que “não há alteração na política de provisionamento nem de menor robustez do balanço”.