O Montepio terá recusado facultar alguns dados no âmbito da  avaliação pedida pela Santa Casa da Misericórdia à Caixa Económica Montepio Geral.

Segundo o jornal Público, o banco Haitong, que está encarregado do processo, terá pedido à Associação Mutualista Montepio Geral números adicionais relacionados com algumas operações do banco.

O  pedido foi recusado com o argumento de que as contas do Montepio relativas ao ano passado não estão fechadas e a atual equipa de gestão está de saída.

O banco justifica ainda a recusa com o facto de a compra de 10% da instituição não exigir uma análise prévia aos riscos do negócio.

Recorde-se que o provedor da Santa Casa, Edmundo Martinho, já disse que a avaliação é uma peça-chave para a decisão de entrar no capital do Montepio.

Por seu lado, o Negócios refere que o Montepio tem até ao final de março para fechar o plano de separação entre a Associação Mutualista e a Caixa Económica. De acordo com o jornal é a esta a data para o banco apresentar as medidas adicionais para separar as marcas, conforme indicação do regulador. O Banco de Portugal diz que a diferença entre as duas  instituições tem de ser "clara e inequívoca."

O processo de separação da marca Montepio do acionista começou em 2015.

/ ALM