O vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Pedro Nuno Santos, sugeriu que o pagamento da dívida nacional fosse suspenso: uma «bomba atómica» que Portugal podia usar contra a Alemanha e a França.

«Estou a marimbar-me para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou», disse, no passado sábado, perante uma plateia de militantes, durante um jantar de Natal, em Castelo de Paiva.

«Estou a marimbar-me que nos chamem irresponsáveis. Temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e dos franceses. Essa bomba atómica é simplesmente não pagamos. Ou os senhores se põem finos ou não pagamos», reforçou o socialista, sublinhando que «se não pagarmos a dívida, e se lhes dissermos, as pernas dos banqueiros alemães até tremem».

Entretanto, à Lusa, Pedro Nuno Santos esclareceu que nunca defendeu que Portugal deixe de pagar a dívida aos países credores como sugerem declarações suas feitas no sábado e captadas pela Rádio Paivense FM.

Essas declarações «são alguns segundos de uma intervenção muito longa, mas não fiz a apologia ao não pagamento da dívida». « Aquilo que quis dizer é que um Governo na situação em que o nosso está deve usar todas as armas negociais para impor melhores condições e, de certa forma, aliviar os sacrifícios que têm sido impostos ao povo português. E isso reafirmo».

Na semana passada, foram conhecidas declarações de José Sócrates, que actualmente estuda Ciência Política em Paris, e que afirmou que o pagamento da dívida «é uma ideia de criança».
Redação / JF