«Todas as negociações não são feitas pela administração, são feitas pelos acionistas. Aquilo que eles decidem, muitas vezes, a administração desconhece. Segundo nós sabemos, houve um contrato assinado a 28 de dezembro de 2010 com uma empresa que, para mim, representava a Sonangol [referia-se à Newbrook]. Na administração da ESCOM, víamos como uma boa notícia que a Sonangol entrasse no capital da ESCOM».


«Ricardo Salgado tentou, convictamente, vender a ESCOM. Fez tudo o que podia e o que não podia. Acreditou que ia vendê-la, até certa altura, em que foi apanhado por certas surpresas que não conhecia, ou calculou mal, em relação ao BESA. E aí o negócio deixou de ser a ESCOM para ser outra coisa qualquer».




«Era uma situação complicada, porque achávamos que a empresa teria sido vendida. Tivemos dificuldades porque, depois do contrato, entrámos em gestão corrente, não podíamos fazer nada. Até ao dia em que acordámos com o nosso acionista maioritário [o GES] desaparecido em combate, tendo implodido, tínhamos esperança que alguma coisa acontecesse. Fosse a Sonangol, fosse a Newbrook…»


«Não estamos a sacudir a água do capote. Já vi isso aqui e já chega»

Achávamos uma coisa um bocadinho salgada



«Não gostámos muito da maneira como a avaliação apareceu feita e as áreas de negócios a que era atribuída. Estavam a avaliar a ESCOM em cerca de 900 e tal milhões dólares nessa altura e havia um passivo de 300 milhões. A nós [administração da ESCOM] parecia-nos um bocadinho difícil. Teria dificuldade em defender este número aos novos compradores, mas nunca os vi».


«A gestão da ESCOM foi responsável numa coisa. Talvez tenhamos dado passos maiores do que as pernas e talvez tenhamos sido demasiado ambiciosos nos investimentos que fizemos em África».




Não recebe salário desde agosto





distribuição de 27 milhões de euros em prémios

não acredita que tenha sido culpa «de um só»