A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou esta sexta-feira os investidores para a entidade Blvck Network, empresa de Diogo Figueiras, youtuber conhecido por Windoh.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alerta para o facto de que a entidade Blvck network, detentora do website https://blvcknetwork.com/ e instagram https://www.instagram.com/blvck_network/ não estar autorizada nem registada junto da CMVM para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal, conforme o disposto nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 295.º do Código dos Valores Mobiliários", pode ler-se no comunicado enviado às redações

A CMVM adverte também que a empresa não se encontra legalmente habilitada para realizar publicidade ou prospeção de clientes dirigidas à celebração de contratos de intermediação financeira.

O regulador aconselha, por isso, os investidores a "consultar a lista de intermediários financeiros autorizados" ou a lista de entidades habilitadas a prestar serviços financeiros em Portugal em regime de Livre Prestação de Serviços, bem como a "lista de analistas financeiros independentes", na sua página da Internet.

"Todas as pessoas e entidades que tiverem estabelecido qualquer relação comercial com a entidade acima identificada poderão contactar a CMVM através dos contactos gerais, por contacto telefónico 213177000 ou por e-mail para cmvm@cmvm.pt ou, ainda, através do Apoio ao Investidor, por contacto telefónico 800 205 339 (linha verde), ou por e-mail para cmvm@cmvm.pt", refere ainda o regulador.

Este alerta é emitido uma semana depois da reportagem da TVI que revelou que o Ministério Público está a investigar Diogo Figueiras, pela venda de um curso relacionado com criptomoedas, no qual o jovem cobrava 400 euros. Uma investigação que surgiu na sequência de um inquérito aberto no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

TVI teve acesso à lista de 22 inscritos, dos quais 16 foram pagos e seis oferecidos. No total, Diogo encaixou 6.400 euros sem ter passado qualquer fatura pelo serviço prestado. 

Uma petição solicitava à Polícia Judiciária (PJ) e ao Supremo Tribunal de Justiça que investigasse os "esquemas ou pseudo-negócios" praticados por alguns influenciadores digitais.

Rafaela Laja