Rumo indefinido nas bolsas europeias esta manhã mas com o PSI20, o principal índice português, a pintar o cenário de vermelho desde a abertura. Os mercados na Europa ainda estão a ser embalado pela decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos que ontem, tal como esperado, subiu os juros.

Galp, Jerónimo Martins (em baixa de 1,6% para 14,685 euros) e NOS (a cair 1,51% para 5,445 euros) são os títulos responsáveis por esta cor. A petrolífera derrapa 0,95% para 13,995 euros, no mesmo dia em que o Negócios noticia que a empresa, juntamente com a italiana ENI, quer avançar para o furo de petróleo no mar do Alentejo em 2017. O objetivo é arrancar o mais depressa possível com a operação para fazer um furo a 46 quilómetros ao largo de Aljezur. A Galp pode também estar a sentir-se da ligeira descida do preço do petróleo no mercado internacional - decresce 0,67& para 14,035 euros.

Nas recuperações do início de sessão, já temos a BCP que cresce 0,86% para 1,099 euros. De resto, depois da apresentação do plano de recuperação do maior banco italiano, o UniCredit, o setor está a viver alguma acalmia. Embora os investidores não tenho gostado da saída do Sabadell do capital do BCP. Um movimento rápido que apanhou o mercado de surpresa.

Sem surpresa foi a subida de juros do outro lado do Atlântico. A Reserva Federal norte-americana subiu a taxa diretora em 0,25 pontos percentuais e Janet Yellen, a presidente, deixou a sinalização de um ritmo mais rápido de aumentos no futuro, em 2017, à medida que a administração de Donald Trump promete impulsionar o crescimento através de cortes de impostos, gastos e desregulação.

Em reação, as yields -  taxa de rendibilidade de um título de dívida - de curto prazo dos EUA subiram para o máximo desde 2009, levando o dólar a apreciar para máximos de quase 14 anos, diz a Reuters. Esta manhã a moeda da maior economia do mundo continua a crescer, empurrando o euro em mínimos de março do ano passado.

Alda Martins