Os bancos que se sintam empurrados pelo Brexit e queiram sair do Reino Unido para outros países europeus poderão beneficiar de algum tempo, possivelmente anos, para cumprirem totalmente com as regras do Banco Central Europeu.

Sabine Lautenschlaeger, uma supervisora de topo do BCE, descansou as entidades financeiras, esta segunda-feira, em conferência de imprensa, depois de admitir que, "no caso do Brexit, temos muitos grupos bancários a chegarem, provavelmente".

Para permitir aos bancos cumprir integralmente os nossos requisitos, vamos atribuir períodos de phase-in específicos para cada banco".

Períodos que poderão durar meses, possivelmente anos, dependendo das circunstâncias de cada banco, cita a Reuters.

Desde o final do ano passado que a banca presente no Reino Unido começou a delinear planos para enfrentar o que aí vem. Alguns dos grandes bancos estão a pensar transferir as suas operações do Reino Unido para França e para outros países europeus.

A Goldman Sachs, por exemplo, já decidiu que vai deslocar empregos para fora de Londres, aumentando assim a sua presença na Europa.

Em janeiro, o Eurogrupo logo deixou o aviso de que os bancos do Reino Unido correm o risco de perder os seus privilégios na realização de negócios na União Europeia, a menos que o governo britânico concorde em obedecer à regulamentação financeira decidida em Bruxelas, mesmo depois de deixar o bloco europeu.

A própria primeira-ministra britânica  manifestou não querer o Reino Unido "metade fora, metade dentro" da UE e confirmou que o país vai sair do mercado único europeu. O artigo 50, que dará formalmente início ao Brexit, será ativado na próxima quinta-feira, 29 de março.