Não têm havido novos episódios, mas a novela afinal parece que ainda não acabou. Continua a haver ex-gestores da equipa de António Domingues na Caixa Geral de Depósitos a recusar entregar a declaração de património e rendimentos ao Tribunal Constitucional. O prazo para o fazerem já terminou há quase um mês. 

São cinco os gestores ainda em incumprimento, segundo o jornal Público: três que não chegaram a entregar e dois que, entregando, voltaram a pedir sigilio, embora esse pedido tivesse sido recusado da primeira vez. 

O atual presidente da bolsa, a Euronext Lisboa, Paulo Rodrigues da Silva, só entregou a declaração às Finanças, recusando-se a enviá-la ao Constitucional. Para além dele, outros dois administradores não executivos, Angel Corcóstegui Guraya e Herbert Walter (têm prazos diferentes por serem estrangeiros) estão em total incumprimento, escreve o mesmo jornal. 

Correm todos o risco de ficar inibidos de exercer cargos políticos ou altos cargos públicos num prazo de cinco anos, incluindo integrar a administração de empresas de capitais públicos relativamente às quais a lei 4/3 prevê a entrega das polémicas declarações. 

Contra a vontade do ex-presidente da CGD, António Domingues, o TC tornou públicas os rendimentos dos gestores. Em 2015, ano a que se refere a declaração, Domingues recebeu 539 mil euros enquanto administrador do BPI, banco onde tem a maior parte das poupanças: 3,7 milhões de euros e 56 mil ações. Possui ainda um prédio em Lisboa que vale mais de um milhão, um veleiro e dois Porsche. No total, tem património superior a 5 milhões de euros.

Recorde, em baixo, toda a novela da Caixa a este propósito:

/ VC