O construtor japonês Honda confirmou hoje a intenção de fechar a sua fábrica de Swindon, no Reino Unido, em 2021, ameaçando cerca de 3.500 postos de trabalhos.

A Honda confirma assim as informações de vários órgãos de comunicação social na segunda-feira que davam conta do encerramento da fábrica, que a empresa justifica com a necessidade de rever o seu modelo de produção num contexto de mudança do mercado automóvel a nível global.

A empresa garantiu, no entanto, que a sede europeia da Honda vai permanecer na Grã-Bretanha.

O encerramento da fábrica no sudoeste do país foi divulgado na segunda-feira pelos canais de televisão Sky News e BBC e confirmado implicitamente pelo deputado conservador da região de Swindon, Justin Tomlison, na sua conta no Twitter.

Tomlison explicou que foi informado da decisão pela Honda e que a justificação surge no contexto do setor automóvel mundial, não estando relacionada com o Brexit, saída britânica da União Europeia prevista para 29 de março.

O grupo japonês quer reunir a sua produção europeia no Japão em 2021.

Segundo a Sky News, a empresa vai anunciar na terça-feira o encerramento da empresa onde são fabricados mais de 100.000 veículos Honda Civic por ano, 90% dos quais são exportados para a Europa e Estados Unidos.

A decisão de fechar as instalações de Swindon é um novo revés para o Governo britânico que luta por manter a atratividade do país apesar das incertezas sobre o Brexit e da preocupação nos meios industriais quanto a uma saída da União Europeia sem acordo.

No início de fevereiro, a Nissan anunciou que desistia de produzir o 'crossover' X-Trail na fábrica de Sunderland (nordeste de Inglaterra), indicando indiretamente como motivo o Brexit.

O construtor britânico Jaguar Land Rover também anunciou no início do ano a supressão de 4.500 empregos e o fabricante norte-americano Ford vai fazer uma redução de mais de mil postos de trabalho no país, no âmbito de uma vasta reestruturação na Europa.