Os preços da habitação aumentaram 12,2% até março, em termos homólogos, pelo quinto trimestre consecutivo, acelerando face à subida de 10,5% do trimestre anterior e crescendo ao ritmo mais alto em pelo menos oito anos, divulgou hoje o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta é a taxa de variação mais elevada do Índice de Preços da Habitação (IPHab) da série disponível desde 2009, tendo o aumento de preços ocorrido quer nas habitações existentes, quer nas habitações novas, que apresentaram as variações mais altas da série.

“As habitações existentes registaram um aumento no ritmo de crescimento dos preços pelo terceiro trimestre consecutivo, tendo-se fixado em 13,0% nos três primeiros meses do ano (11,8% no quarto trimestre de 2017)”, refere o instituto, enquanto nas habitações novas “a taxa de variação (9,7%) foi a mais elevada da série, aumentando 3,8 pontos percentuais face ao trimestre anterior”.

Nos primeiros três meses de 2018, foram transacionados 40.716 alojamentos, mais 15,7% que no mesmo período de 2017.

O valor das vendas realizadas neste período ultrapassou os 5,4 mil milhões de euros, aumentando 25,7% relativamente ao primeiro trimestre de 2017, sinaliza o INE.

Entre o quarto trimestre de 2017 e o primeiro trimestre de 2018 o IPHab cresceu 3,7%, mais 2,5 pontos percentuais que no trimestre anterior.

A aceleração dos preços foi, segundo o INE, “mais intensa” no caso das habitações novas, com uma variação de 4,4% (0,0% no trimestre anterior), enquanto nos alojamentos existentes a taxa de variação foi 3,6%.

Nos primeiros três meses de 2018, a taxa de variação média anual do IPHab atingiu 10,3%, o que representa um acréscimo de 1,1 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior, tendo a taxa de variação média anual das habitações existentes e novas sido de 11,3% e 7,0%, respetivamente.

Em termos regionais, entre janeiro e março a Área Metropolitana de Lisboa e a região Norte concentraram 65,0% do total do número das vendas de habitações, “o registo mais elevado dos últimos dois anos”.

A Área Metropolitana de Lisboa atingiu as 14.548 vendas e, em linha com o que vem acontecendo desde o terceiro trimestre de 2017, a região Norte voltou a exceder as 11 mil transações.

Juntas, estas duas regiões representaram 71,8% do valor das transações realizadas nos três primeiros meses de 2018, o que constitui um novo máximo da série disponível (mais 0,6 pontos percentuais face ao anterior máximo observado no primeiro trimestre de 2017).

Com um total de 3.920 transações, o Algarve foi a outra região, a par de Lisboa e Norte, que aumentou (em 0,1 p.p.) a sua importância relativa no total das vendas realizadas no país.

Juros à habitação estabilizam em maio, mas descem nos contratos dos últimos 3 meses 

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação manteve-se em maio, face a abril, mas desceu nos contratos celebrados nos últimos três meses, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação manteve-se em 1,031% em maio", conclui o INE, no boletim estatatístico hoje divulgado, adiantando que, tal como em abril, a prestação média vencida ascendeu a 240 euros.

Mas nos contratos celebrados nos últimos três meses deste ano, a taxa de juro sofreu uma descida face a abril, cifrando-se em 1,511% em maio.

Para a totalidade dos contratos de crédito à habitação, o capital médio em dívida aumentou 35 euros em maio, face a a abril, fixando-se em 51.852 euros, mas para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida desceu 1.661 euros para 96.066 euros.

A taxa de juro implícita para o total dos contratos de financiamento de aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, foi em maio de 1,053%, igual à de abril, mas nos contratos celebrados apenas nos últimos 3 meses a taxa de juro para aquele financiamento caiu, de 1,557% em abril, para 1,500% em maio.

Enquanto na totalidade dos contratos o valor médio da prestação vencida se manteve-se, nos 240 euros, nos contratos celebrados nos últimos três meses o valor médio da prestação diminuiu em maio 21 euros, para os 305 euros, segundo o INE.