Há pouco mais de um mês à frente da Caixa Geral de Depósitos, o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, disse hoje que a instituição pública vai manter o lugar de principal banco em Portugal, mesmo após o processo de reestruturação que está a levar a cabo.

A Caixa Geral de Depósitos [CGD] é o banco líder em Portugal e vai manter-se assim. A CGD está num processo de solidez, de recapitalização mas também está num processo de reestruturação, para apoiar melhor as empresas, para apoiar melhor os particulares".

O banco público quer manter a "oferta de produtos e serviços financeiros com valor acrescentado" e ajudar as empresas com quem trabalha "a procurar novos mercados e investir no aumento da produção", afirmou, citado pela Lusa, na abertura da 5.ª Conferência franco-Portuguesa, em Lisboa.

Na última intervenção pública que fez, Macedo disse que "era melhor se houvesse menos ruído à volta da CGD", embora não senta “nenhuma animosidade” contra o banco, antes apoio à sua recapitalização.

Quanto tomaram posse, Paulo Macedo e o chairman Rui Vilar enviaram uma carta aos trabalhadores do banco, sublinhando a "grande responsabilidade" que têm porque o país está a investir muito no banco público: "Se falharmos, dificilmente nos será dada outra oportunidade".