Depois de se saber quem é o homem que se segue à frente da Caixa Geral de Depósitos, há uma questão que continua a marcar todo o processo: os salários milionários. Assim que assumir a liderança do banco, Paulo Macedo vai ver o seu ordenado subir de forma considerável.

O salário será o mesmo que recebia António Domingues, mas o valor é muito superior ao que usufruía como administrador da Ocidental Vida. No ramo segurador, o ex-ministro estaria a receber, pelo menos, 10 mil euros. Ordenado mensal subirá, entretanto, para cerca de 30 mil euros.

Segundo o Público, ao contrário do que aconteceu com o processo de António Domingues, desta vez o Presidente da República está satisfeito com a solução e não se opõe, para já, ao ordenado de Paulo Macedo à frente do banco público.

A mesma visão não têm os partidos, que continuam a querer limitar esse salário e a pedir bom senso.

"Para o bloco de esquerda são fundamentais: transparência sobre o conselho de administração da caixa e já agora, salários que sejam razoáveis no nosso país", defendeu Catarina Martins, do BE.

Na próxima semana volta a estar em discussão uma proposta do PSD para impor limites às altas remunerações. Salários elevados que correm, lado a lado, com os altos prejuízos que a CGD deverá apresentar quando fechar as contas deste ano.

Segundo o jornal Expresso, limpar o balanço do banco será sinónimo de apresentar perdas entre os dois e os três mil milhões de euros.

Só não serão os maiores prejuízos de sempre da banca portuguesa porque o BES apresentou em 2014 perdas de quase três mil e 600 milhões de euros.