O investimento chinês captado por via dos vistos gold recuou 19% no ano passado, face a 2018, para 219,7 milhões de euros, de acordo com dados pedidos pela Lusa ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Em 2019, foram concedidas 394 Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) a cidadãos da China, o que totalizou 219,7 milhões de euros.

Tal representa um decréscimo de 19% face aos 271,6 milhões de euros de investimento oriundo de Pequim registados em 2018, o que correspondeu à atribuição de 485 vistos gold.

A China lidera o grupo das cinco principais nacionalidades que mais investem em Portugal utilizando aquele instrumento de captação de investimento.

Já o investimento oriundo do Brasil registou um aumento de 6,3% no ano passado, face a 2018, para 158,1 milhões de euros (210 vistos).

Há dois anos, tinham sido concedidos 180 vistos gold a cidadãos de origem brasileira, no montante de 148,6 milhões de euros.

Por sua vez, o investimento turco através deste instrumento caiu mais de metade (54%) para 44,9 milhões de euros (85 vistos atribuídos).

Em 2018, o montante ascendeu a 98,1 milhões de euros, tendo sido concedidos vistos a 188 cidadãos turcos.

No ano passado, os Estados Unidos (65 vistos e investimento de 43,5 milhões de euros) e a Rússia (53 ARI e 35 milhões de euros) substituíram a África do Sul e o Vietname no pódio das cinco nacionalidades que mais investiram em Portugal através dos vistos.

Em 2018, África do Sul, com 57 ARI, foi responsável pela captação de 31 milhões de euros, enquanto o Vietname, com 55 vistos dourados, totalizou 28,2 milhões de euros em investimento.

No ano passado, o investimento total dos vistos gold caiu 11,4% para 742 milhões de euros.