A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defendeu esta quinta-feira , em Lisboa, ser necessário encontrar formas para um “desconfinamento inteligente”, nomeadamente com o regresso à escola de alguns níveis e alívio das medidas para a restauração.

Neste momento, o que deveríamos fazer era encontrar formas de um desconfinamento inteligente, como está a ser falado, até um determinado nível de escolaridade, os alunos possam voltar à escola, […] da mesma maneira como se deveria desconfinar determinas tipologias da restauração com uma massificação de testes”, considerou o presidente da CIP, António Saraiva, após uma audiência com o Presidente da República, em Belém.

Para este responsável, a par do combate pela saúde pública, tem que se assegurar a economia, uma vez que, “além de salvar vidas, vamos ter que continuara a alimentar essas vidas”.

Adicionalmente, os patrões pedem o correto aproveitamento dos fundos comunitários, como a “bazuca”, o quadro financeiro plurianual” e o que falta utilizar do programa Portugal 2020, em instrumentos produtivos, capitalização e recapitalização das empresas.

Antes da CIP, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), seguindo-se a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).

Na quarta-feira, o Presidente da República ouviu a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), a União Geral de Trabalhadores (UGT) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.430.693 mortos no mundo, resultantes de mais de 109,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 15.754 pessoas dos 792.829 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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