A fábrica têxtil Coelima pediu o processo de insolvência, após fortes quebras na faturação que foram originadas pela pandemia de covid-19.

Em tempos chegou a ser a maior fábrica têxtil do mundo, com cerca de quatro mil trabalhadores. Agora, e com apenas 250 funcionários, o clima é de incerteza.

A empresa diz, contudo, pretender, conforme previsto na lei, apresentar um plano de recuperação aos credores no prazo de 30 dias.

Com cerca de 250 trabalhadores, a têxtil de Guimarães integra o grupo MoreTextile, que em 2011 resultou da fusão com a JMA e a António Almeida & Filhos e cujo acionista principal é o Fundo de Recuperação gerido pela ECS Capital.

De acordo com fonte oficial da têxtil, após “todos os esforços realizados, a empresa decidiu apresentar-se à insolvência de forma a minimizar os impactos nos vários ‘stakeholders’, nomeadamente dos colaboradores, que apesar da situação têm todos os salários em dia”.

Depois da restruturação realizada ao longo dos últimos anos, a Coelima esteve perto de ser alienada em março do ano passado, mas a operação acabou por não avançar, num contexto de incerteza gerada com a pandemia.

Com o objetivo de “assegurar a manutenção de postos de trabalho e minimizar impactos na região” a empresa diz ter procurado diferentes alternativas para prosseguir a atividade, salientando, entre as várias ações promovidas, as candidaturas apresentadas às várias linhas de crédito covid-19, mas que até à data não foram aprovadas.

Os cerca de 250 trabalhadores da Coelima têm idade média de 51 anos e uma antiguidade de 27 anos.

João Nápoles / com Lusa