A Câmara do Fundão decretou serviços mínimos para viagens e atividades municipais que exijam deslocações, de modo a poder salvaguardar o fornecimento de combustível em situações de primeira necessidade e de proteção civil.

A câmara tem a obrigação de legal de, sempre que ocorrem incêndios, salvaguardar o fornecimento de combustível, por isso, vamos reduzir aquilo que são os compromissos dos municípios, designadamente com o transporte para grupos", afirmou hoje, durante a sessão pública do executivo, o vice-presidente desta autarquia, Miguel Gavinhos.

Segundo explicou, este município do distrito de Castelo Branco tem um depósito com capacidade para 10 mil litros, que será totalmente reabastecido para garantir o funcionamento de serviços "durante o maior período de tempo possível".

Miguel Gavinhos explicou que a redução será implementada essencialmente ao nível de viagens que ocorrem com regularidade, designadamente dos transportes de grupos, enquanto ao nível dos serviços se estará particularmente atento à utilização da maquinaria pesada e a deslocações que não sejam "estritamente necessárias".

Queremos garantir ao máximo que este recurso possa estender-se pelo maior período de tempo possível e que haja combustível em caso de uma situação extrema", apontou.

Por outro lado, assumiu a preocupação com os efeitos que esta greve possa ter ao nível da economia local e do dia-a-dia das pessoas, até porque o concelho do Fundão não está integrado na rede dos 304 postos de abastecimento que têm de ser reabastecidos par dar resposta à população.

Não foi explicada a razão para isso e, olhando para o que foi a definição no distrito [de Castelo Branco], vemos que uns foram abrangidos e outros não. Não se percebe qual o critério, pelo que era necessária a explicação", referiu.

Em contrapartida, mostrou-se mais tranquilo com o facto de ter a informação de que um dos postos de combustível do Fundão estará referenciado para o abastecimento dos veículos prioritários.

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e o Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM) convocaram uma greve a iniciar na segunda-feira, e por tempo indeterminado.

Esta greve ameaça parar o país em pleno mês de agosto, uma vez que vai afetar todas as tipologias de transporte de todos os âmbitos e não apenas o transporte de matérias perigosas. O abastecimento às grandes superfícies, à indústria e serviços deve ser afetado.

Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve dos motoristas de mercadorias e já esta sexta-feira, o Conselho de Ministros aprovou a declaração de período de emergência energética entre as 23:59 e as 23:59 de 21 de agosto para todo o território nacional.

Noutro ponto do país, a Câmara Municipal de Torres Vedras já acionou as medidas preventivas do plano de contingência. 

A câmara esclareceu que estão em vigor medidas que visam “garantir que todos os veículos do município são abastecidos diariamente nos dias que antecedem a greve assinalada e assegurar a aquisição de depósitos para reserva de combustível a instalar no Centro Operacional Municipal, garantindo combustível para veículos da câmara e dos serviços municipalizados para pelo menos três dias”.

Entre as medidas está ainda estipulada a promoção do uso racional dos veículos ligeiros movidos a derivados de petróleo, incluindo através da sua partilha e da otimização de itinerários. De acordo com a informação fornecida à Lusa, “as medidas restritivas mais drásticas ocorrerão apenas se for declarada uma situação de alerta ou ativado o Plano Municipal de Emergência”.

Tal como a câmara do Fundão, o concelho de Torres Vedras tem 10 mil litros de combustível em reserva.