Primeiro-ministro e alguns membros do Governo estiveram hoje reunidos num "gabinete de crise" em São Bento, para avaliarem e planearem a próxima segunda-feira, caso a greve avance.

À saída do encontro, António Costa disse que o Executivo não hesitará em exercer as "competências próprias", adotando outras medidas, caso a greve dos motoristas avance e os serviços mínimos fixados não sejam cumpridos.

O responsável, que respondia à pergunta de um jornalista sobre a possibilidade de requisição cível, recordou as declarações do líder de um dos sindicatos, minutos antes, sobre como pretendiam manter a greve de uma forma ordeira e acrescentou que só avançarão "para passos subsequentes se, quando e na medida em que seja estritamente necessário", ressalvando acredita que "ainda seja possível ultrapassar o conflito".

Um conflito que, apesar de ser entre privados, "o Governo fez de tudo para evitar", garantiu..

O Governo decretou serviços mínimos para a greve, entre 50% e 100%, depois de os sindicatos e a associação patronal não terem chegado a acordo.

Portugal está desde hoje e até às 23:59 de 21 de agosto, em situação de crise energética.

A greve, que deverá arrancar na segunda-feira, por tempo indeterminado, foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM).