A Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Lisboa mostrou-se hoje “expectante” com o futuro serviço da Carris, que a partir do próximo ano passa a ser gerido pela Câmara Municipal, esperando que a rede melhore com a municipalização.

Em declarações à agência Lusa, Cecília Sales disse saber “muito pouco” acerca das alterações que vão ser feitas a partir de janeiro no serviço da Carris e que hoje foram anunciadas pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

Sabemos muito pouco, só ouvimos as declarações do presidente da Câmara. Vamos esperar até janeiro, que é quando entra em vigor este acordo. Vamos esperar para ver se é mesmo assim em relação ao preço dos passes e, também, às carreiras, que o presidente diz que vai dirigir para os bairros”, disse Cecília Sales.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, anunciou hoje um reforço de 250 novos autocarros nos próximos três anos, num investimento de 60 milhões de euros, além da contratação de 220 motoristas e a criação de 21 novas linhas, na cerimónia de assinatura do memorando da passagem de gestão da rodoviária Carris para a autarquia.

O autarca avançou ainda com passes gratuitos para todas as crianças até aos 12 anos e descontos para os idosos, além da criação de uma rede de bairros, onde serão criadas carreiras para ligar os principais pontos de cada zona (escolas, mercado, Centro de Saúde, etc).

O primeiro bairro a receber esta rede será Marvila.

Cecília Sales criticou o facto de só agora a Câmara de Lisboa ter tomado uma posição e alterado a rede de transporte na Carris na cidade, esperando, no entanto, que o serviço melhore, embora reconheça a falta de motoristas e autocarros.

A degradação da Carris tem sido ainda mais grave que a do Metro. O que nós sabemos é que a Câmara tem estado completamente silenciosa em relação a estes transportes da cidade. Tanto o Metro como a Carris têm sofrido com a degradação do seu serviço. A Carris, inclusive há mais anos que no Metro, que só há dois anos para cá acelerou a deterioração e a pouca rapidez e a eficácia do serviço”, frisou.

/ ALM