O Banco Comercial Português (BCP) vendeu hoje os 6,17% que detinha no capital da Pharol, reduzindo a zero a sua participação na antiga Portugal Telecom (PT SGPS), segundo um comunicado enviado à CMVM. O banco deixou de ter qualquer percentagem de direitos de voto associados a ações da empresa, contra os 6,17% que até agora detinha.

A posição do BCP tinha sido construída em agosto de 2015 no âmbito da execução de garantias dadas pela Ongoing em créditos que tinham sido concedidos pelo banco a quando da compra da posição da empresa de Nuno Vasconcelos na antiga Portugal Telecom. Na altura da compra, a participação de 6,17% da Pharol estava avaliada, a preços de mercado, em 15,3 milhões de euros. 

A opção do banco liderado por Nuno Amado surge numa altura em que os títulos de parte da antiga PT - o restante, a PT Portugal, foi vendida aos franceses da Altice -  estão sob pressão. A empresa liderada por Palha da Silva da Silva, detém 22,24% da brasileira Oi [através da Bratel, subsidiária integral da Pharol], está em processo de recuperação. E agora ainda está mais fragilizada fruto da instabilidade política que se vive no país.