O sindicato dos pilotos e a administração da TAP voltam a reunir-se na quarta-feira para tentar desbloquear o impasse a que chegaram esta terça-feira, relativamente a algumas matérias do acordo coletivo de emergência que está em negociação.

De acordo com um comunicado do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) enviado aos associados, a que a Lusa teve acesso, no encontro desta terça-feira houve "concordância de princípio" entre as partes relativamente a um conjunto de pontos, mas chegou-se a uma "situação impasse quanto a aspetos" que o SPAC considerou "desnecessários e muito gravosos para os pilotos".

Segundo a mesma informação, ficou acordado continuar na quarta-feira a negociação com "a apresentação das propostas consideradas relevantes pela TAP, com vista a desbloquear os pontos em disputa".

Alegando que a discussão está ainda na fase inicial, o SPAC prometeu informar os seus associados logo que "os pontos estejam devidamente enquadrados" e acrescentou que "no atual contexto das negociações não é possível detalhar com segurança e utilidade os temas em aberto".

O SPAC explicou que está em causa uma alternativa ao regime sucedâneo que a empresa pretende aplicar e que implica cortes na retribuição e no quadro de pilotos, entre outras matérias com impacto nos custos da empresa.

A reunião desta terça-feira contou com a participação do ministro das Infraestruturas e Habitação e do secretário de Estado Adjunto e das Comunicações.

O plano de reestruturação da TAP, entregue à Comissão Europeia em dezembro, prevê a suspensão dos acordos de empresa e a redução de 500 pilotos, 750 tripulantes de cabine, 450 trabalhadores da manutenção e engenharia e 250 das restantes áreas.

O plano prevê, ainda, a redução de 25% da massa salarial do grupo (30% no caso dos órgãos sociais) e do número de aviões que compõem a frota da companhia, de 108 para 88 aviões comerciais.

Na reunião negocial de 18 de janeiro a TAP apresentou uma contraproposta ao SPAC que prevê a dispensa de 458 pilotos, redução de remunerações e supressão de cláusulas do acordo de empresa. 

/ DA