Mário Centeno, o ministro das Finanças, foi à Concertação Social para falar da saída do Procedimento por Défice Excessivo e para dizer que a atualização do cenário, feita recentemente, comparativamente com o que constava do Programa de Estabilidade, identificou uma poupança na ordem dos 250 milhões de euros, por ano, com a baixa de juros verificada nas últimas semanas.

O ministro não quis falar aos jornalistas à saída do encontro mas a novidade foi anunciada, embora de um modo pouco claro, pelo presidente da CIP - Confederação Empresarial, António Saraiva.

Com a saída do Procedimento por Défice Excessivo, Portugal tem hoje, quer em termos de confiança, que merecemos, quer em termos de juros - o senhor ministro referiu um valor que registámos com agrado (...) 250 milhões euros de poupança ano - condições que podem ser canalizadas para estímulos à economia. Esse será o grande objetivo", disse António Saraiva expetante.

Uma reunião de Concertação Social que foi, sobretudo, marcada pela apresentação, pelo Executivo, o 5º Relatório de Acompanhamento do Acordo sobre a Retribuição Mínima Mensal Garantida que dá conta de que, em março de 2017, “havia cerca de 730 mil trabalhadores abrangidos” com esta remuneração. Ou seja, o número de trabalhadores que ganham o salário mínimo nacional aumentou 13,9% em março deste ano face ao período homólogo de 2016.

Os juros que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa no mercado secundário, na maturidade a 10 anos - geralmente a referência - continuou hoje a aliviar a atingiu o mínimo de nove meses em torno dos 3%. E se é verdade que o mercado acolheu bem a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo, também é verdade que, talvez por antecipação os juroo da dívida já estavam em quada há algumas semanas.

Juros das obrigações da dívida portuguesa a 10 anos