Ficar em casa pode dar mais margem para reclamar, quando se compra, mas também mais margem para os potenciais burlões, e os números estão à vista.

A Deco recebeu cerca de três mil e quinhentas reclamações sobre compras online durante os primeiros cinco meses do ano.

“Se é verdade que os consumidores, confinados às suas casas, optaram mais pelo comércio eletrónico, também é verdade que os conflitos aumentaram exponencialmente - 250% - relativamente ao período homólogo de 2019”, diz a associação em comunicado.

As queixas dos consumidores referem-se, na sua maioria, ao comércio de bens eletrónicos e eletrodomésticos, vestuário, calçado e brinquedos.

As denúncias mais frequentes estão relacionadas com as dificuldades na contratação, na entrega dos bens e na segurança dos meios de pagamento.

A associação que defende os consumidores refere ainda que “a oferta de lojas digitais aumentou, mas também o número de burlas, nomeadamente em sites de anúncios e redes sociais, que levaram a que muitos consumidores tivessem ficado sem o bem e o valor pago.”

Segundo a Associação é “fundamental que as empresas reforcem os seus canais digitais, os serviços de entrega e o apoio ao cliente e que se promova uma maior literacia sobre os direitos digitais dos consumidores junto destes e das empresas.”

Alda Martins