A confiança dos consumidores aumentou em abril e maio, após ter diminuído nos cinco meses anteriores, enquanto o clima económico recuou em maio, depois de ter estabilizado no mês precedente, divulgou hoje o Instituto Nacional de estatística (INE).

Segundo o INE, a evolução do indicador de confiança dos consumidores (de -9,3 pontos em abril para -9,0 pontos em maio) “resultou do contributo positivo das perspetivas relativas à evolução da realização de compras importantes, do saldo das opiniões e das expectativas sobre a situação financeira do agregado familiar, destacando-se o primeiro caso”.

As perspetivas relativas à evolução da situação económica do país apresentaram, pelo contrário, um contributo negativo.

Já o clima económico diminuiu de 2,5 pontos em abril para 2,3 pontos em maio.

Segundo o INE, “em maio os indicadores de confiança diminuíram na indústria transformadora, no comércio e na construção e obras públicas, tendo aumentado nos serviços”.

A diminuição do indicador de confiança da indústria transformadora entre janeiro e maio prolongou o movimento descendente iniciado em janeiro de 2018.

Nos últimos três meses, o comportamento do indicador resultou do contributo negativo de todas as componentes, apreciações sobre a procura global, opiniões sobre a evolução dos ‘stocks’ e perspetivas de produção, destacando-se o primeiro caso”, refere o instituto estatístico.

Em quebra, em maio, esteve também o indicador de confiança da construção e obras públicas, “depois de ter aumentado no mês anterior, refletindo o contributo negativo de ambas as componentes, opiniões sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego”.

Quanto ao indicador de confiança do comércio, também diminuiu entre março e maio, “refletindo nos últimos dois meses o contributo negativo de todas as componentes, opiniões sobre o volume de vendas e sobre o volume de ‘stocks’, bem como perspetivas de atividade”.

O indicador de confiança dos serviços, por sua vez, aumentou em maio, após ter diminuído nos dois meses precedentes, tendo esta subida resultado do “contributo positivo das apreciações sobre a evolução da carteira de encomendas e sobre a atividade da empresa, tendo as perspetivas sobre a evolução da procura registado um contributo negativo”.

/ ALM com Lusa