A Câmara Municipal de Lisboa investiu 2,142 milhões de euros na aquisição de 41 radares de controlo de velocidade de veículos, dos quais 20 vão ser instalados em novas localizações e os restantes vão substituir antigos.

A intervenção que está a decorrer prevê a instalação de 41 radares de controlo de velocidade no total, ou seja, a substituição de 21 radares que já existiam na cidade e a instalação de 20 radares novos. Até ao momento já foram substituídos 11 radares e instalados 18 novos”, indicou o município de Lisboa, em resposta à agência Lusa.

Onde vão estar?

Segundo a planta de localização do sistema de segurança rodoviária datada de junho de 2021, elaborada no anterior mandato municipal, sob a presidência do socialista Fernando Medina, as novas localizações onde vão ser instalados estes aparelhos são as avenidas Santos e Castro (dois radares), Lusíada (dois), General Norton de Matos (um), Padre Cruz (dois), Marechal Gomes da Costa (um), da Índia (um), Infante Dom Henrique (dois), Dr. Alfredo Bensaúde (dois), Almirante Gago Coutinho (um), de Ceuta (um), Calouste Gulbenkian (um), Marechal Craveiro Lopes (um), a 2.ª Circular (um) e a Avenida dos Combatentes (dois).

Já os 21 radares a substituir localizam-se nas avenidas da Índia e Brasília (dois), Infante Dom Henrique (dois), de Ceuta (dois), Gen. Correia Barreto (dois), Estados Unidos da América (dois), Marechal Gomes da Costa (um), Almirante Gago Coutinho (um), Eusébio da Silva Ferreira (um), 05 de Outubro (um), da Igreja (um), Cidade do Porto (um), João XXI (um), Afonso Costa (um), Eng. Duarte Pacheco (um), na 2.ª Circular (um) e na Avenida das Descobertas (um).

Os equipamentos estão a ser paulatinamente instalados e encontram-se em fase de testes”, referiu a Câmara Municipal de Lisboa, adiantando que se prevê que a instalação dos 41 novos equipamentos esteja concluída até ao final do ano e que “a sua entrada em funcionamento será oportunamente comunicada”.

De acordo com o município, os novos aparelhos “são equipamentos modernos e com uma tecnologia mais atual, que possibilitam o controle simultâneo de velocidade em várias vias e em ambos os sentidos”, enquanto os radares antigos apenas permitem controlar a velocidade numa única via.

Outra das funcionalidades é a possibilidade de receber no Centro de Coordenação da Mobilidade do município dados de tráfego em tempo real (velocidades médias, contagens de veículos com possibilidade de desagregar por tipologia de veículo, distância entre veículos para avaliar congestionamento da via), revelou a autarquia, referindo que a gestão destes radares é feita pela Polícia Municipal.

Sobre o investimento associado, o município disse que os 20 aparelhos para novas localizações tiveram um custo de 1.094.527,80 euros (IVA incluído) e os outros 21 que vão substituir antigos custaram 1.047.959,85 euros (IVA incluído), o que corresponde a um total de 2.142.487,65 euros (IVA incluído).

Na presente data não está previsto o lançamento de qualquer concurso para a aquisição de mais radares”, adiantou.

A Lusa questionou ainda a Câmara de Lisboa sobre a aplicação de coimas no âmbito da instalação de radares na capital, que revelou que “nos últimos seis anos, excluindo o corrente, foram passadas em média 116.700 multas”.

Os dados registados não separam os autos de contraordenação por excesso de velocidade das restantes contraordenações de trânsito. Nos últimos seis anos, excluindo o corrente, o valor médio das coimas é de 3.163.900 euros. O total das multas é repartido entre a Câmara Municipal de Lisboa (55%), a Autoridade Tributária (35%) e a Autoridade Nacional Segurança Rodoviária (10%)”, informou a autarquia.

Em 26 de outubro, após uma reunião no Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP) sobre a segurança na capital, o recém-eleito e empossado presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, disse que “a importância dos radares é uma importância mais de prevenir as pessoas”.

“Não é uma questão de estar a multar as pessoas, é até avisar que há um radar para as pessoas reduzirem de velocidade. Aqui o ponto não é penalizar as pessoas, é estar com as pessoas e ajudar as pessoas a terem a perceção de que não podemos andar a certas velocidades dentro da cidade”, declarou o social-democrata, realçando ainda o projeto de mobilidade para Lisboa, com aposta nos meios suaves, inclusive a bicicleta.

/ JGR