A pandemia de covid-19 está a ter efeitos devastadores na economia mundial e a pressão já se faz sentir nas empresas portuguesas. Para tentar amenizar os efeitos económicos da pandemia, o Governo português conta com a ajuda da chamada “bazuca europeia”. Mas como deve Portugal gastar os 14 mil milhões de euros em subvenções e os 2.7 mil milhões disponibilizados em empréstimos?

O economista António Nogueira Leite esclareceu que o plano “segue um formato comum a países europeus”, principalmente na área da digitalização da economia e a área da sustentabilidade.

José António Vieira da Silva, economista e antigo ministros do Trabalho, lembrou ainda que os efeitos da crise económica “ainda não se fizeram sentir” e advertiu para os efeitos multiplicadores nas perdas das empresas, com companhias a serem afetadas pelas perdas de industrias e de países.

Não nos iludamos, nós estamos face à maior crise das nossas vidas”, alertou.

Maria João Marques considera que o plano tem “algumas lacunas”, mas que são colmatadas por outros instrumentos. No entanto, a comentadora da TVI considera que o Governo se limitou a fazer aquilo que outros Governos quiseram, mas não conseguiram fazer.

Miguel Guedes, comentador da TVI enalteceu os passos dados pela Europa no sentido de afastar o caminho da austeridade. Ainda assim, insistiu que é importante perceber o que é que a Europa quer com o plano.

Era impensável assumir dívida conjunta. Esta visão que parece querer romper com a austeridade na União Europeia é algo que se saúda”, explicou.

Redação