O número de empresas que aderiram ao lay-off previsto no Código do Trabalho aumentou em mais de 30 vezes entre abril e maio, para 4.629, e os trabalhadores abrangidos totalizaram 44.403, valor mais alto de sempre.

De acordo com as estatísticas mensais da Segurança Social, o número de empresas que aderiram ao regime de lay-off previsto na lei laboral – e não ao regime simplificado, previsto no âmbito da pandemia de Covid-19 – atingiu 4.629, quando em abril era de 138. No mesmo mês do ano anterior, o número era ainda mais baixo, de 55 empresas.

Já de março para abril, no início da crise causada pela pandemia, o número de empresas em lay-off no regime ‘tradicional’ tinha mais do que duplicado.

Os dados mostram ainda que o número de trabalhadores abrangidos disparou de 2.069 em abril para 44.403 em maio, ou seja, um número 30 vezes maior e o mais elevado desde o início da série iniciada em 2005. No mês homólogo, o número de trabalhadores afetados era de 1.463.

De março para abril o número de trabalhadores já tinha duplicado, de 1.052 para 2.069, mostram as estatísticas.

Dos mais de 44 mil trabalhadores em lay-off em maio, a grande maioria (34.451) estavam com o contrato suspenso, enquanto os restantes 9.952 trabalhadores tinham redução do horário de trabalho.

Os dados mostram assim que as empresas estão também a recorrer ao lay-off previsto no Código do Trabalho, que exige mais condições e restrições para que empresas em situação difícil possam aceder ao regime, além do regime simplificado previsto no âmbito das medidas apoio à economia no âmbito da pandemia de Covid-19, que abrange atualmente cerca de 105 mil empresas e 850 mil trabalhadores.

/ AG