Os bancos nacionais estão a cobrar mais de cinco euros por mês em despesas de manutenção das contas à ordem. Estes custos são normalmente suportados pelas instituições bancárias mas, caso os clientes não cumpram determinados requisitos, têm de ser os próprios a pagar.

Os factores em jogo variam de banco para banco mas, em termos gerais, o mais careiro é o BES. A instituição liderada por Ricardo Salgado cobra 5,16 euros por mês a quem tiver um saldo médio trimestral (onde, neste banco, se inclui os depósitos à ordem aliados aos saldos das contas a prazo e poupança) inferior a 250 euros. Contas feitas, o cliente paga 62 euros anuais, de acordo com o preçário do banco.

Os valores variam depois consoante este saldo médio trimestral: entre 250 e 500 euros, o BES cobra 11 euros a cada três meses; entre 500 e 1.250 euros de saldo o custo das despesas desce para sete euros trimestrais; de 1.250 e 2.500 euros, os custos de manutenção são de 4,5 euros por trimestre e se o saldo se fixar entre 2.500 a 5.000 euros o cliente terá de pagar três euros a cada três meses.

Isto para depósitos de clientes com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos. Fora disso, o BES torna isento um cliente de uma conta à ordem comum, se o cliente domiciliar o ordenado, a pensão, aderir a um plano BES ou fizer um PPR.

Regras variam de banco para banco

Já nos restantes bancos, as contas são outras. Quem tiver um saldo trimestral médio inferior a 1.500 euros no BCP ou no Santander Totta, o custo de manutenção da conta ronda os 60 euros anuais. No caso do Totta, os saldos trimestrais médios entre 1.500 e 2.000 euros custam 13,85 euros/trimestre; de 2.000 a 3.000 euros custam 11,85 euros e de 3.000 a 3.500 euros obrigam a um pagamento de 7,45 euros quatro vezes por ano.

O BPI também cobra despesas de manutenção mas, nas suas contas, contabiliza o património dos clientes aliado às responsabilidades (ou seja, as aplicações de crédito). Assim sendo, quem tiver um património inferior a 1.000 euros e responsabilidades abaixo dos 2.500 euros, a manutenção da conta custa 15 euros trimestralmente. Já no caso do património ser inferior a 3.000 euros e um saldo final de mês de todas as aplicações de crédito abaixo dos 7.500 euros, o cliente terá de pagar 5 euros quatro vezes por ano.

CGD não é excepção

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) também não é excepção. Os custos de manutenção variam entre 13,46 euros por trimestre - para quem tiver uma conta à ordem com um saldo trimestral médio inferior a 500 euros -, e os 4,81 euros - para saldos entre os 1.000 e os 1.500 euros. Já para saldos trimestrais médios entre os 500 e os 1.000 euros, os custos de manutenção cobrados pelo banco estatal são de 6,73 euros a cada três meses.

Saiba se está isento deste pagamento

«Os clientes menores de 25 anos, pensionistas da Caixa ou da Segurança Social estão isentos», explicou à Agência Financeira fonte oficial do banco público. Além disso, contas constituídas nos últimos três meses a que respeita o período de cobrança destas despesas, com cartões associados a estudantes, serviços mínimos bancários ou com aplicações associadas estão isentas do pagamento destas despesas.

Também o BPI torna isentos os clientes que tiverem créditos associados à conta à ordem, um PPR, domiciliar o ordenado, conta-ordenado, e clientes com idade inferior a 26 anos.

Já quem tiver conta-ordenado, «Conta Empresário», «Conta Accionista», ou créditos associados estão isentos dos custos de gestão de conta. Também estudantes universitários, contas de serviços mínimos e «Conta Fácil» estão livres deste pagamento.