O BPI tinha, no início de abril, cerca de 4.500 milhões de euros (ME) em moratórias de crédito associadas à pandemia de covid-19, representando 17% da carteira total de crédito do banco, de acordo com um comunicado hoje enviado ao mercado.

A 1 de abril permaneciam moratórias ativas correspondentes a 4,5 mil ME (das quais apenas 1,8 mil ME de capital e juros), representando 17% da carteira de crédito", pode ler-se no comunicado enviado pelo BPI à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No comunicado, esta segunda-feira, enviado ao mercado a propósito dos resultados trimestrais do banco (lucros de 60 milhões de euros), o BPI assinala que, em 31 de março, 98% das moratórias de crédito (5,6 mil ME) "estavam em situação regular".

Desse valor, 2,5 mil milhões de euros diziam respeito a crédito à habitação, estando 98,8% em situação regular, 0,3 mil milhões de euros em crédito pessoal e automóvel (97,8% em situação regular) e 2,8 mil milhões de euros em crédito a empresas (97,4% em situação regular).

No início de abril terminaram moratórias correspondentes a 1,2 mil ME de crédito (dos quais, 1,0 mil ME de crédito à habitação)", refere o banco, assinalando o "bom comportamento dos créditos após retomarem as obrigações de pagamento, semelhante ao desempenho global da carteira de crédito".

Quanto a linhas de crédito, o BPI "recebeu cerca de 9,4 mil candidaturas às linhas de crédito de apoio público covid-19 correspondentes a 748 milhões de euros, em crédito contratado", de acordo com o comunicado enviado, esta segunda-feira, ao mercado.

O BPI anunciou, esta segunda-feira, lucros de 60 milhões de euros relativos ao primeiro trimestre, um aumento de dez vezes face aos seis milhões reportados no mesmo período do ano passado.

. / NM