Pagar a renda, a luz, a água ou as telecomunicações faz parte das rotinas mensais de todos. “Gastos fixos” é uma expressão que os portugueses conhecem mas confrontados com a pergunta nem todos conseguirão dizer o valor dos seus, assim de cabeça.

Uma sondagem da 'startup' “ComparaJá.pt”, uma plataforma que há 18 meses se dedicada à tecnologia financeira para ajudar os portugueses a fazerem contas ao que gastam e optarem pelos menores custos, revela que 54% dos portugueses não sabe qual o valor dos seus encargos fixos mensais.

“Acho que muitos portugueses tomam atenção a despesas supérfluas mas ignoram outras que lhes consomem boa parte do rendimento mensal”, disse à TVI24 Sérgio Pereira, um dos fundadores e sócio do projeto.

Segundo os dados a que a TVI24 teve acesso, entre os 500 inquiridos que responderam à questão relativa ao conhecimento sobre os custos mensais relacionados com créditos, rendas, seguros, telecomunicações, água, luz e gás, as mulheres são mais bem informadas que os homens. Já no que toca à idade, é entre os 50 e os 65 anos que há mais literacia sobre o que se gasta lá em casa mensalmente.

Novo simulador para o crédito à habitação

O estudo da “ComparaJá.pt” foi uma das base de trabalho para a empresa lançar esta semana mais uma ferramenta: o simulador do crédito à habitação que permite comparar, gratuitamente, todas as soluções de crédito à habitação que existem no mercado.

“Ajudamos os portugueses a avaliar quais os custos e as melhores alternativas no mercado”, diz Sérgio Pereira, assegurando que a plataforma é “100% independente, gratuita e imparcial”. Todas as propostas existentes do mercado são analisadas, garante o responsável.

No caso do gasto mensal com o crédito da casa, o estudo mostra que, ao contrário dos outros gastos, os homens são mais conhecedores que as mulheres. E se o Alentejo é a região do país em que as pessoas procuram obter mais propostas de crédito habitação junto de diferentes bancos antes de escolherem uma solução (69%), o Algarve é a região em que os consumidores mais procuram renegociar o seu crédito habitação (50%).

“As instituições tem que se virar para o digital. E nós fazemos a ponte com os consumidores. Vamos de banco em banco, analisamos as propostas…”, acrescenta.

À semelhança de outros projetos que já existem lá fora, a "ComparaJá.pt" quer chamar a si, como parceiros, todas as instituições a operarem em Portugal, desde bancos as empresas para-financeiras. É, de resto, destas parcerias que proveem as receitas da empresa que já conta com 10, entre as quais os maiores bancos a operarem em Portugal.

Portugal é também onde está a sede operacional desta 'holding' que pertence ao European Group. No conjunto são cerca de 90 pessoas a trabalharem para cinco países na Europa onde o nome “ComparaJá.pt” vai mudando consoante a língua, porque afinal a um nórdico, por exemplo, nada dirá este nome.

Os primeiros simuladores da "ComparaJá.pt" destinaram-se a cartões de crédito e crédito ao consumo. Depois do novo para o crédito à habitação, a empresas quer comecar a comparar as ofertas no mercado das telecomunicações e seguros.

Alda Martins