O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje essencial garantir que Portugal não volta a passar pela experiência dos últimos anos e continua numa "trajetória sem reversões" e com conquistas diárias.

Esse é um capital [a confiança das pessoas e dos investidores] que nós não podemos perder. E é por isso que temos dito que agora que estamos a sair do procedimento de défice excessivo, se há algo absolutamente essencial é garantir que não voltaremos a passar outra vez pela experiência que passámos nos últimos anos", afirmou.

António Costa falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, depois de ter inaugurado as novas instalações de duas fábricas - uma do setor têxtil e outra da metalomecânica e produtos de luxo - que estão instaladas no concelho e de também ter visitado algumas das empresas que estão instaladas no Parkurbis - Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã.

Na intervenção que realizou durante a visita, o primeiro-ministro referiu que o país tem de ser capaz de manter, com segurança, a trajetória positiva.

Temos de ser capazes de avançar com segurança, com determinação, com ambição; mas sempre com a certeza de que não damos um passo maior do que a perna porque é assim que nós poderemos prosseguir uma trajetória sem reversões, [uma trajetória] de não perder o que alcançámos e todos os dias conquistarmos algo mais para o desenvolvimento da nossa economia", disse, depois de lembrar alguns dos resultados positivos que Portugal tem obtido.

Nesse aspeto, destacou os números relativos ao Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano por confirmarem que este indicador económico "teve o maior crescimento da última década".

Confirmou-se que o investimento, comparativamente com o primeiro trimestre do ano passado, teve um crescimento de 8,9%, que é um crescimento homólogo que não tínhamos desde 1998", afirmou.

Lembrando que no último ano houve quem o definisse como "otimista", o primeiro-ministro também assumiu a satisfação por a realidade ter "ultrapassado bastante" as suas próprias previsões e expectativas.

É com muita satisfação que eu vejo que todos os dias a realidade ultrapassa as nossas previsões. E isso acontece porque a confiança é um valor essencial para quem investe e para quem sonha e projeta o seu futuro nosso país", acrescentou.

Segundo explicou, as políticas públicas que têm sido seguidas e os programas que têm sido lançados - alguns dos quais enumerou - pretendem contribuir para que se mantenha o caminho da atração de investimento e de fixação de pessoas.

Depois de apontar o "exemplo de excelência" das empresas que visitou, o primeiro-ministro também frisou a importância de se seguir um caminho que aposte na inovação e conhecimento empresarial, a par da qualificação dos recursos humanos.

"É uma estratégia que tem de ser integrada, desde o pré-escolar à universidade, da universidade à empresa e da empresa ao mercado exportador", acrescentou. 

Neste périplo, António Costa também passou por uma escola em Vila Nova da Barquinha, tendo seguido depois para o distrito de Castelo Branco. Em Proença-a-Nova visitou uma empresa ligada às novas tecnologias e em Alcains uma empresa têxtil de confeções.