As empresas perspetivam um acréscimo nominal de 7,2% nas suas exportações de bens em 2021, revendo 2,3 pontos percentuais em alta a previsão indicada em novembro, segundo um inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgado esta segunda-feira.

As expectativas das empresas exportadoras apontam para um aumento de 7,2% das suas exportações de bens em 2021, face ao ano anterior”, concluiu o Inquérito sobre Perspetivas de Exportação de Bens (IPEB), realizado pelo INE em maio, para atualizar a perspetiva que tinha sido avançada em novembro de 2020.

Para os países fora da União Europeia (UE), as empresas esperam aumentos de 7,5% nas exportações, enquanto para os países dentro da UE, as perspetivas são de um aumento de 7%.

Face à primeira previsão, esta estimativa corresponde a uma revisão em alta de 2,3 pontos percentuais da variação esperada das exportações em 2021 (+1,9 pontos nas exportações intra-UE e +3,2 pontos nas exportações extra-UE).

No entanto, caso as previsões se confirmem, as exportações de bens em 2021 ficarão 10,6% aquém dos valores registados no comércio internacional em 2019.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as perspetivas das empresas apontam para aumentos nas exportações de 5,8% no total do comércio internacional, 4,8% no comércio extra-UE e 6,1% no comércio intra-UE (+1,3, +1,4 e +1,3 pontos percentuais, respetivamente, face à previsão de novembro).

Por Grandes Categorias Económicas (CGCE), destacam-se as perspetivas de aumento das exportações de máquinas e outros bens de capital (+8,9%) e de fornecimentos industriais não especificados (+7,1%).

Em novembro, as empresas perspetivavam já um aumento de 5,5% nas exportações de máquinas e outros bens de capital, que se acentua assim de forma significativa nesta segunda previsão (+3,4 pontos percentuais).

De acordo com os dados recolhidos pelo INE, as empresas apontaram como principais motivos para a revisão em alta da sua previsão o melhor comportamento do que o esperado na generalidade dos mercados de destino já clientes (44,9%) e em mercados específicos (14,9%).

/ AG