Os setores do retalho e restauração reduziram o pessoal em 23% no último ano, desde que foram decretados os primeiros encerramentos devido à pandemia, adiantou a Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) em comunicado.

A associação quis assinalar a data, referindo que “um ano depois, a organização que representa mais de 3.500 lojas e restaurantes, continua à espera de mais apoios para os setores, revelando que o universo de pessoas empregadas nos setores é 22,7% inferior em dezembro de 2020, quando comparado com dezembro de 2019”.

A AMRR lembra ainda que “82% das empresas que representa considera muito provável ou quase certo que venham a ter de reduzir ainda mais o número de trabalhadores, caso não sejam decididas medidas de apoio para fazer face ao novo encerramento das atividades”, lê-se na mesma nota.

Num inquérito que promoveu recentemente, a associação “destaca também que 97% das empresas de retalho e restauração consideram importante ou muito importante que seja determinada a isenção das rendas, ou o apoio ao seu pagamento, durante o período de encerramento”.

Paralelamente, “74% das empresas de ambos os setores assinalaram como importante ou muito importante o prolongamento das moratórias de crédito”.

A AMRR recordou ainda que “após três meses com as lojas fechadas em 2020, a generalidade do comércio de retalho enfrenta agora um período de novo encerramento, até meados de abril em alguns casos”, o que implica que “no espaço de um ano, o comércio terá mais de seis meses de faturação zero”, sendo que que nos outros seis meses, as receitas registaram “quedas médias de 40%, sendo que foram de 70% no mês de janeiro de 2021”.

A associação recordou ainda que “tem vindo a chamar à atenção do Governo, e dos demais interlocutores políticos” para o “impacto severo com o qual as empresas dos setores do retalho e da restauração se confrontam com o segundo confinamento geral”.

Acrescenta que “têm sido feitas sugestões para apoios concretos, que venham dar respostas reais aos novos desafios criados pelo encerramento de atividade desde 15 de janeiro ou, no caso da restauração, pelas enormes limitações à sua atividade”.

A associação recordou as medidas concretas que tem vindo a defender, como o “prolongamento da moratória de crédito (capital e juros) até março de 2022”, o “ajustamento do programa Apoiar” para que tenha em “consideração, para efeitos de análise da queda de vendas, o mesmo perímetro comparável de estabelecimentos”, o “robustecimento do Programa Apoiar Rendas”, o “prolongamento da moratória das rendas” e o “equilíbrio e justa repartição de sacrifícios entre proprietários de centros comerciais e lojistas, com uma solução legislativa que o permita”.

/ CE