A Lufthansa registou um prejuízo líquido de 5.584 milhões de euros até setembro, contra um lucro de 1.038 milhões de euros no mesmo período de 2019, devido à queda da procura de voos provocada pela pandemia.

A companhia aérea alemã Lufthansa informou esta quinta-feira que também teve nos primeiros nove meses um prejuízo operacional de 5.857 milhões de euros (contra um resultado positivo de 1.637 milhões de euros um ano antes) e um volume de negócios de 10.995 milhões de euros, menos -60% que no mesmo período de 2019.

O resultado para os três primeiros trimestres inclui perdas por desvalorização de 1.400 milhões de euros de 110 aeronaves ou direitos de utilização que não voltarão a funcionar.

A Lufthansa, que foi resgatada, disse que a pandemia global do novo coronavírus afetou fortemente os resultados do terceiro trimestre, embora em comparação com o segundo trimestre as perdas tenham sido reduzidas devido a reduções de custos e a um aumento dos voos em julho e agosto.

A companhia reduziu as despesas operacionais no terceiro trimestre em 43% em comparação com o ano anterior, em parte devido a menores custos de combustível, menores encargos com taxas e à redução de outros custos que variam de acordo com a extensão das operações de voo.

Além disso, "o trabalho a tempo reduzido para uma grande parte do pessoal em combinação com outras medidas resultou numa redução dos custos fixos em mais de um terço", de acordo com a Lufthansa.

O presidente executivo (Chief Executive Officer) do Grupo Lufthansa, Carsten Spohr, afirmou que a redução dos custos e o aumento dos voos permitiram "uma redução significativa da fuga de dinheiro operacional no terceiro trimestre em comparação com o trimestre anterior".

A divisão de transporte de mercadorias contribuiu com um resultado positivo de 169 milhões de euros.

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