António Costa garantiu que o Governo "não dará qualquer autorização" para que existam 3.000 despedimentos na Altice. A questão foi colocada pela deputada dos Verdes, Heloísa Apolónia, logo no início do debate quinzenal, esta terça-feira.

"O Governo não dará qualquer autorização para que existam esses despedimentos. Nada se justifica. Não daremos qualquer autorização para que façam esses despedimentos."

Heloísa Apolónia destacou, na sua intervenção, que a Altice "viu crescer as suas receitas" e apelou ao Governo para contribuir "para a manutenção desses postos de trabalho".

A questão da Altice também foi levantada por Jerónimo de Sousa, do PCP, tendo António Costa voltado a frisar que o Governo não autorizará despedimentos na empresa.

Num outro momento do debate, e a propósito do caso da Altice, Catarina Martins invocou o caso da Efacec, que, segundo a deputada do BE, "está a despedir cerca de 500 trabalhadores ao mesmo tempo que está a contratar trabalhadores precários", tendo lucros.

 

Novo Banco: próxima fase deve estar concluída em julho

Já em relação à venda do Novo Banco, o primeiro-ministro disse que a próxima fase deverá estar concluída no mês de julho.

“Segundo me informou o governador do Banco de Portugal, a próxima fase deve estar concluída no mês de julho”, frisou o primeiro-ministro.

O chefe do Executivo socialista, que respondia a uma questão do deputado do PSD Luís Montenegro, acrescentou ainda que, em relação aos lesados do BES, o prazo de adesão para a proposta que foi formulada termina na sexta-feira e que, até agora, a taxa de adesão é muito significativa.

Quanto aos lesados do BES sexta-feira termina o prazo para aderirem ou não a proposta que foi formulada. E a taxa de adesão é muito significativa."

Segundo o jornal Público, no final da semana passada já tinham respondido cerca de 1.600 clientes, ou seja, 80% do total, e destes, apenas seis manifestaram a intenção de recusar a oferta.

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