As transferências a crédito foram o instrumento de pagamento cuja utilização mais cresceu em 2018, tendo sido realizadas 156,1 milhões de transferências no montante de 249,3 mil milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

Segundo o Relatório dos Sistemas de Pagamentos relativo a 2018, as transferências a crédito foram o instrumento de pagamento que mais cresceu entre o sistema de pagamentos de retalho: 9,0% em número e 12,1% em valor (sendo o instrumento que assume maior relevância em valor).

No ano passado, o valor médio por operação situou-se nos 1.597 euros, refere o Banco de Portugal (BdP).

Os débitos diretos, que em 2017 tinha sido o instrumento de pagamento que mais cresceu, passam assim para segundo lugar, embora tenham voltado a aumentar este ano: 0,5% em número e 6% em valor.

Ao longo do ano, foram realizados em Portugal 180,2 milhões de débitos diretos, num total de 26 mil milhões de euros e num valor médio por operação de 144 euros.

A utilização do cheque, prosseguindo a tendência dos anos anteriores, diminuiu por sua vez 12,2% em número e 6,3% em valor, mas ainda assim, foi utilizado para realizar, em média, 120 mil pagamentos por dia (num valor médio de 2.998 euros).

Também foram devolvidos menos cheques do que no ano anterior (menos 7,9%).

Segundo o BdP, a 31 de dezembro de 2018, a listagem de utilizadores que oferecem risco integrava 15.427 entidades, menos 10,6% do que em 2017.

Numa nota divulgada pelo BdP, a instituição lembra que o bom funcionamento da economia requer sistemas de pagamentos resilientes, sinalizando por isso que “em 2018, os sistemas de pagamentos em Portugal operaram sem perturbações” e que os próximos anos serão desafiantes para as entidades que operam no mercado de pagamentos em Portugal.

Em 2018, acrescenta, ocorreram importantes alterações no mercado de pagamentos, que propiciam operações de pagamento cada vez mais rápidas, seguras e convenientes.

Entre elas, destaque para o lançamento em Portugal, em setembro, das transferências imediatas, que permitem aos utilizadores enviar ou receber fundos, até 15 mil euros por operação, no prazo máximo de 10 segundos.