Se a administração da Caixa Geral de Depósitos cair, o ministro das Finanças não tem outra saída senão sair do governo. É a opinião de Pedro Ferraz da Costa, presidente do conselho diretivo do Fórum para a Competitividade.

“Não há outra penalização que não seja essa”

Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, Ferraz da Costa disse ainda que “gostava que o problema se resolvesse, apesar de tudo”.

Ao mesmo tempo, apontou que a questão é mesmo essa: “Eu acho que ninguém sabe o que vai acontecer. Isso é o pior, é ninguém saber o que vai acontecer”.

Ontem, o primeiro-ministro disse com todas as letras que "ninguém está acima da lei", isto para aludir às declarações de rendimentos que a equipa de António Domingues não queria entregar ao Tirbunal Constitucional (e que, entregando, não quer que se tornem públicas).

António Costa recusou também que o Governo já esteja a pensar num plano B para o caso de a administração de António Domingues bater com a porta: "Mas plano B da Caixa para quê?".

Voltando à entrevista do líder do Fórum para a Competitividade, Ferraz da Costa criticou tambémos elevados ordenados do banco estatal.

Não devia ser possível em relação à Caixa… Vai-se pedir aos contribuintes para entrar com uma data de dinheiro. A CGD foi no sistema bancário português o banco que mais aumentou os ordenados de 2004 a 2010, mais de 70%”.

Ora, para si é uma questão de fazer contas: é isso que faz com que o banco público tenha “custos tão elevados e prejuízos na atividade corrente”. “Não é só o problema aos empréstimos aos Berardos e essa coisa toda”.“É o mais caro de todos em termos de custo médio do pessoal”, rematou.

Redação / VC