A taxa de desemprego manteve-se nos 6,7% no primeiro trimestre deste ano, valor igual ao do trimestre anterior e inferior em 0,1 pontos percentuais ao do trimestre homólogo de 2019, segundo dados hoje divulgados pelo INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população desempregada, estimada em 348,1 mil pessoas, diminuiu 1,2% (4,3 mil) em relação ao trimestre anterior e 1,6% (5,5 mil) relativamente ao primeiro trimestre de 2019.

A população empregada, por sua vez, diminuiu 0,9% (41,7 mil pessoas) para 4.865,9 mil pessoas por comparação com o trimestre anterior e 0,3% (14,3 mil) em relação ao homólogo, sendo a primeira variação homóloga negativa desde o terceiro trimestre de 2013.

A população empregada ausente do trabalho ascendeu a 452,1 mil pessoas (9,3% da população empregada), tendo aumentado 33% (112,2 mil) em relação ao trimestre anterior.

Este aumento ficou a dever-se essencialmente à redução ou falta de trabalho por motivos técnicos ou económicos da empresa (inclui a suspensão temporária do contrato e o 'lay-off'), razão apontada por 68,3 mil daquelas pessoas”, refere o INE.

A subutilização do trabalho abrangeu 694,7 mil pessoas, tendo aumentado 2,5% (16,7 mil) em relação ao trimestre anterior e diminuído 5,8% (43,1 mil) em relação ao homólogo.

A taxa de subutilização do trabalho, estimada em 12,9%, aumentou 0,4 pontos percentuais relativamente ao trimestre precedente e diminuiu 0,7 pontos percentuais por comparação com um ano antes.

A população inativa com 15 e mais anos, estimada em 3.676,4 mil pessoas, aumentou 1,9% (67,8 mil) relativamente ao trimestre anterior e 1,4% (49,7 mil) em relação ao trimestre homólogo.

Aquele aumento trimestral foi o maior ocorrido num 1.º trimestre desde 2011.

Segundo o INE, a informação deste destaque “é já parcialmente influenciada pela situação atual determinada pela pandemia Covid-19, seja pela natural perturbação associada ao impacto da pandemia na obtenção de informação primária, seja pelas alterações comportamentais decorrentes das medidas de salvaguarda da saúde pública adotadas”.

Segundo o INE, ainda que estas medidas se tenham iniciado apenas nas últimas semanas do mês de março, os resultados podem já ter sido afetados, uma vez que a mobilidade da população foi muito limitada.

Porém, refere, uma vez que terão apenas tido impacto em duas das 13 semanas do trimestre, é normal que os seus efeitos se tenham diluído e não sejam ainda evidentes.

A taxa de desemprego entre os jovens (dos 15 aos 24 anos) fixou-se nos 19,7% (face aos 19,5% do trimestre anterior e 17,6% do trimestre homólogo).

Já a taxa de desemprego de longa duração fixou-se nos 2,6% no primeiro trimestre (face aos 3,2% do trimestre anterior e homólogo).

Por regiões, no primeiro trimestre de 2020, a taxa de desemprego foi superior à média nacional em quatro regiões do país: Algarve (7,5%), Açores (7,2%), Área Metropolitana de Lisboa (7,0%) e Norte (6,8%).

No Alentejo (6,4%), Centro (6,0%) e Madeira (5,6%), as taxas de desemprego ficaram abaixo daquele valor (6,7%).

Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego aumentou no centro (0,8 pontos percentuais) e no Algarve (0,7 pontos percentuais), tendo diminuído nas restantes regiões.

Os dois maiores decréscimos trimestrais foram observados na Madeira (1,4 pontos percentuais) e no Alentejo (0,9 pontos percentuais).

Em termos homólogos, a taxa de desemprego aumentou em duas regiões, no Centro (1,1 pontos percentuais) e Alentejo (0,1 pontos percentuais) e diminuiu nas restantes, com exceção da região Norte, onde se manteve inalterada.

As duas maiores diminuições homólogas verificaram-se no Algarve (1,9 pontos percentuais) e Madeira (1,4 pontos percentuais).

 
/ Publicada por ALM