A transportadora aérea britânica EasyJet revelou, esta terça-feira, vai despedir 5.000 funcionários, um terço dos seus empregados, devido à falta de procura no mercado do transporte aéreo.

De acordo com um comunicado publicado pelo sindicato dos pilotos do Reino Unido, também as bases de Stansted, Southend e Newcastle vão ser encerradas.

Ao todo, 727 pilotos vão ser dispensados, depois da EasyJet ter anunciado um plano de reestruturação que prevê o corte de 30% dos seus trabalhadores, como forma de manter a competitividade.

Estas são propostas muito difíceis, naquilo que um tempo de dificuldade sem precedentes na empresa e na indústria como um todo. Estamos focados em fazer aquilo que é certo para a companhia e a sua saúde financeira, para que possamos protejer empregos no futuro", afirmou o CEO da empresa, Johan Lundgren.

Para além de um empréstimo governamental de 600 milhões de libras, empresa angariou, no início de junho, 419 milhões de libras para “sobreviver” à pandemia de Covid-19.

Infelizmente, o ambiente de menor procura significa que precisamos de menos aviões e menos trabalho. Estamos comprometidos em trabalhar de forma construtiva para minimizar as perdas de emprego no máximo possível", acrescentou Lundgren.

De acordo com a administração da empresa, a EasyJet acredita que a procura só regressará aos níveis de 2019 no ano de 2023.

Também a companhia aérea portuguesa, TAP, está a enfrentar graves problemas económicos, estando em risco de ser nacionalizada. O ministro das Infraestruturas disse que a proposta do Estado com as condições para um empréstimo de até 1.200 milhões de euros à TAP foi chumbada pelo Conselho de Administração, e admite "uma intervenção mais assertiva na empresa".