A pandemia da covid-19 atira um dos maiores santuários do mundo católico para uma crise sem precedentes: o santuário de Fátima prepara-se para dispensar uma centena de trabalhadores.

A crise começou a acentuar-se a seguir à celebração do centenário e a atual pandemia é o culminar de três anos de resultados negativos nas contas da instituição.

As obras de renovação de espaços e equipamentos contribuíram para as contas negativas, bem como a contratação de profissionais especializados, como cantores, organistas ou responsáveis de casas de alojamento, funções que antes eram asseguradas por padres ou freiras a custos reduzidos.

O santuário tem, atualmente, 350 trabalhadores. O plano de despedimentos só avança se falharem as rescisões amigáveis. 

Os responsáveis do santuário estão abertos a propostas dos trabalhadores até dia 15 de setembro. 

A porta-voz do santuário, Carmo Rodeia, disse à TVI24 que a pandemia levou a uma "redução drástica da presença de peregrinos" e que isso teve "um impacto direto na gestão financeira do Santuário".

Ainda assim, Carmo Rodeia disse que o número de trabalhadores dispensados não deverá ultrapassar a meia centena.