A cadeia de supermercados Dia vai despedir 2.100 funcionários depois de ter tido um prejuízo de 352 milhões de euros em 2018. Para se ter um termo comparativo, em 2017, a empresa teve lucros de 109 milhões. A juntar aos prejuízos o ano passado, uma quebra de vendas de 11,3%, os supermercados DIA estão a entrar numa situação de falência técnica.

Perante estes resultados bastante negativos, a cadeia anunciou que vai despedir 2.100 empregados, avança o El País. Atualmente, conta com cerca de 42 mil empregados entre Espanha, Portugal, Argentina e Brasil, e alguns outros milhares contratados através de franquias. 

A empresa enfrenta, assim, uma grave crise financeira e de negócio. 

Mijaíl Fridman, acionista do grupo Dia, lançou, esta semana, uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o grupo, na qual propunha pagar 296 milhões de euros. Isto abriu uma guerra de disputa com o atual conselho de administração gerido por por Borja de la Cierva, o maior acionista.

Também as vendas desceram 11,3% em apenas um ano: só em Portugal, a quebra foi de 5,2% e em Espanha 3,6%. 

Em outubro passado, a administração da empresa já tinha alertado que os resultados seriam negativos. Apesar da falência técnica, a cadeia de supermercados vai continuar a operar, uma vez que conta com o apoio dos bancos credores que garantiram liquidez até maio, altura em que será necessário injeção de capital.