Os carros eléctricos vão pagar, em taxas, mais do que em electricidade sempre que pararem para abastecer nas auto-estradas.

Uma portaria publicada esta segunda-feira em Diário da República fixa tarifas provisórias para a fase piloto da mobilidade eléctrica. No caso dos pontos de carregamento rápido, «as tarifas de serviço máximas para remuneração da actividade de operação de pontos de carregamento são 0,20 euros/kilowatt-hora».

Ao contrário do que acontece com os pontos de carregamento normal, onde a tarifa máxima é de 0,07 euros, ao abastecer num ponto de carregamento rápido, o proprietário do carro eléctrico vai pagar mais em taxas do que pela electricidade propriamente dita, a julgar pelo valor cobrado pela EDP. A tarifa simples do serviço Universal da eléctrica é de 10,27 cêntimos para potências abaixo de 2,3 kilowatts e de 13,26 cêntimos para potências acima desse valor.

Embora o custo seja superior, os pontos de carregamento rápido, como o próprio nome indica, têm a vantagem de permitir carregar a bateria do automóvel muito mais depressa (cerca de 20 a 30 minutos) que os normais (onde se demora 6 a 8 horas).

Durante a fase piloto do projecto Mobi.E estão previstos 1.300 pontos de carregamento normal e 50 de carregamento rápido.