As taxas de juro implícitas nos contratos de crédito à habitação estão a subir há 12 meses consecutivos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados esta segunda-feira. As casas estão a valer cada vez menos e os bancos metem dinheiro ao bolso quando fazem a avaliação, segundo acusa a Deco.

Em Julho, a taxa de juro implícita (calculada pelo INE com base em todos os contratos de crédito à habitação em vigor, para todos os prazos e todos os regimes) fixou-se em 2,430%, traduzindo um aumento de 0,093 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao mês anterior. O aumento acumulado desde Julho de 2010, momento em que se verificou a taxa mais baixa da série, fixou-se em 0,627 p.p..

No mês em análise, acentuaram-se os acréscimos mensais da taxa de juro em todos os períodos considerados: um aumento de 0,281 p.p. nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, de 0,190 p.p. nos dos últimos 6 meses e de 0,192 p.p. nos dos últimos 12 meses. Pela mesma ordem, as taxas de juro em Julho fixaram-se em 3,795%, 3,464% e 3,210%.

Prestação vencida continua a subir

Em Julho, o valor médio do capital em dívida dos contratos de crédito à habitação em vigor diminuiu 43 euros face ao observado no mês anterior, situando-se em 56.883 euros.

O valor médio da prestação vencida da totalidade dos contratos em vigor tem vindo a aumentar continuamente desde Julho de 2010, fixando-se em 271 euros em Julho de 2011, mais 2 euros do que em Junho.
Redação / PGM