A Galp Energia nega que o gasóleo aditivado comercializado nas suas bombas seja igual ao gasóleo que sai da refinaria e que é vendido nas gasolineiras low cost de marca branca/hipermercados, sem qualquer aditivo.

É a reação ao estudo publicado pela Deco, no qual a associação de defesa do consumidor conclui não existirem diferenças relevantes em termos de consumo, performance e desgaste do motor, entre os gasóleos de marca branca, os de marca e até os premium, e do qual a petrolífera diz ter tomado conhecimento «através da imprensa».

«A Galp Energia nota que os resultados em termos de consumo mostram que os gasóleos da Galp Energia analisados permitem poupanças efetivas de combustível o que, objetivamente, confirma que os combustíveis não são todos iguais», refere. A Deco notou uma diferença de 2% no consumo.



«A maior parte dos combustíveis comercializados em Portugal sai das refinarias da Galp Energia. Não há diferenças entre os combustíveis comercializados pela Galp Energia e os que lhe são comprados por outras entidades para comercialização, os quais cumprem as especificações mínimas. Contudo, antes de chegarem ao cliente final, os combustíveis passam por circuitos e processos diferentes e é aqui que as principais petrolíferas fazem toda a diferença, uma vez que os combustíveis que comercializam passam por processos avançados de aditivação», assegura a Galp.

De acordo com a petrolífera, «os combustíveis aditivados comercializados pelas empresas petrolíferas, em Portugal como em todo o mundo, são analisados e recomendados pelos construtores de automóveis e pelas empresas petrolíferas que, enquanto compradoras dos referidos aditivos, são as primeiras interessadas no rigor dos estudos efetuados em laboratórios especialmente credenciados nestas matérias».



«Os resultados destes testes exaustivos são bastante mais favoráveis do que os que foram encontrados pela Deco, não apenas em termos de poupança de combustível como de proteção e manutenção dos motores, de redução de emissões poluentes e outras», acrescenta.



A título de exemplo, a Galp sublinha «um fator que influencia negativamente os resultados do estudo da Deco», que é «a idade dos automóveis utilizados»: «Dado que os benefícios da utilização dos combustíveis aditivados aumentam com a idade do veículo, um estudo efetuado com motores novos, como foi o caso do estudo da Deco, naturalmente resultará em benefícios inferiores aos que se verificam para um automóvel cuja idade corresponda à média do parque automóvel português», explica.
Redação