A dívida pública foi um dos temas que aqueceu os ânimos no debate quinzenal, esta quarta-feira. António Costa ouviu críticas da direita ao aumento da dívida pública no ano passado e defendeu-se, atribuindo culpas à governação PSD/CDS. O primeiro-ministro reiterou ainda que a dívida líquida e o défice até diminuíram.

O PSD foi o primeiro partido a criticar o aumento da dívida, logo depois do discurso de abertura do chefe do Executivo. O líder da bancada parlamentar do partido, Luís Montenegro, considerou que António Costa “tem de acordar para este problema".

"Tem de acordar para este problema. Isto vai rebentar-lhe nas mãos", vincou. 

Depois foi a vez do CDS, através da sua líder, Assunção Cristas, apontar baterias no mesmo sentido. A deputada centrista questionou diretamente o primeiro-ministro: “Qual é valor da dívida?”.

Costa fugiu à questão para lembrar que a dívida bruta aumentou "32,2 pontos percentuais" durante o governo da direita. E aproveitou para frisar que "a dívida líquida diminuiu e o défice diminui" com o atual Executivo. Ideias que foram mais tarde reforçadas pelo presidente do PS, Carlos César, já no final do debate.

Não satisfeita com a resposta, Cristas voltou a insistir no assunto e, a propósito da diminuição do défice referida, deixou mais uma farpa aos socialistas:

"Nunca dissemos que tivemos o melhor défice de sempre, isso nunca dissemos, mas também nunca levamos o país à bancarrota."

O duelo António Costa vs Assunção Cristas continuou depois com os problemas do sistema financeiro. A líder centrista começou por dizer que o Governo ainda não resolveu “nenhum problema” do setor.

"O Governo ainda não conseguiu resolver nenhum problema do setor financeiro, nenhum."

Na resposta, e com muita ironia à mistura, o primeiro-ministro notou que o CDS “ultrapassou o estado de negação” e reconhece agora que há problemas no sistema financeiro.

“Há um ano, o sistema financeiro era um mar de rosas que não tinha problema nenhum, fruto da ação maravilhosa desse extraordinário Governo liderado por Passos Coelho e que vossa excelência teve a honra de integrar" , disse António Costa, dirigindo-se a Assunção Cristas.

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