Os hospitais públicos serão obrigados a cumprir um plano de pagamento de dívidas e reduzir os custos operacionais em 200 milhões de euros até 2012, segundo o acordo alcançado entre o Governo e a troika.

De acordo com o memorando de entendimento, os hospitais têm até Setembro para definir um calendário vinculativo e ambicioso para liquidar todos os pagamentos em atraso. Para impedir que a situação volte a sair de controlo e reapareçam juros de mora, o acordo estipula ainda a introdução de procedimentos de controlo uniformes para todas as entidades.

Para o corte de 200 milhões, metade este ano e outra metade no ano que vem, são já elencadas medidas, como a redução do número de quadros nos hospitais, em resultado da concentração e racionalização dos hospitais públicos e dos centros de saúde.

Ao nível hospitalar, Portugal terá ainda de adoptar até ao final do ano critérios «mais transparentes» de selecção dos membros dirigentes e dos conselhos de administração.

O acordo prevê também que a reorganização da rede hospitalar, nomeadamente com concentrações em centros hospitalares, traga reduções adicionais de 5% nos custos operacionais em 2013.

Estabelecido ficou também que os hospitais adoptem horários flexíveis para os trabalhadores, incluindo médicos, para reduzir pelo menos 10% dos custos com horas extraordinárias no próximo ano e mais 10% em 2013.
Redação