“A TAP está tecnicamente falida desde 2008”, explicou Pedro Santos Guerreiro, esta sexta-feira, na TVI24. O jornalista, que analisou a situação na TAP, estima que este ano os capitais próprios da empresa podem fechar num valor próximo dos 1,7 mil milhões de euros. "É o que se chama um enorme buraco”.

Na rubrica semanal “Primeira Mão”, o jornalista estimou prejuízos este ano na casa dos mil milhões de euros e mostrou vários quadros com cenários, riscos e consequências da intervenção do Estado. 

As perdas totais do processo, disse Pedro Santos Guerreiro, podem superar os três mil milhões de euros ao longo de vários anos.

Quais eram as alternativas? “A insolvência descontrolada ou a possibilidade de fechar a TAP e criar outra empresa ao lado.” Há poucos dados sobre este último cenário, “que causaria além do mais um pandemónio político.”

Risco da nacionalização da Efacec está na indemnização a Isabel dos Santos

O risco para o Estado na nacionalização da Efacec está na indemnização a pagar a Isabel dos Santos. Na rubrica “Primeira Mão”, o jornalista Pedro Santos Guerreiro explicou que o processo pode levar a queixas em tribunal de Isabel dos Santos. 

O objetivo do Governo é fazer uma nacionalização provisória, ficando com a participação de Isabel dos Santos durante alguns meses, para depois vendê-la. 

No processo de venda da Efacec, que decorre paralelamente, serão selecionadas três propostas na próxima semana para a fase final, duas portuguesas e uma egípcia.

Resta saber quanto vai o Estado pagar a Isabel dos Santos pela su participação e por quanto vai depois vendê-la. Se o processo decorrer sem surpresas, o risco de o Estado perder dinheiro está na diferença entre estes dois valores, a que acresce um empréstimos imediato próximo de 50 milhões para dar liquidez à Efacec. 

É provável que Isabel dos Santos não concorde com o valor da indemnização a definir pelo Estado, acrescentou Pedro Santos Guerreiro, o que pode abrir novos processos judiciais. Da equipa de de defesa da empresária, liderada por Paulo Saragoça da Matta, fazem parte os escritórios de Germano Marques da Silva e de José António Barreiros. Também Marco António Costa, ex-secretario de Estado da Segurança Social do governo de Passos Coelho, é agora advogado de Isabel dos Santos nos processos administrativos relacionados com a Efacec.

Pedro Santos Guerreiro