A Confederação Empresarial de Portugal apresentou esta quinta-feira um conjunto de propostas para o programa do futuro Governo. Os empresários defendem uma série de reformas estruturais, com especial destaque para as que afectam o mercado laboral e o número crescente de taxa de desemprego.

Os patrões propõem a antecipação para os 58 anos da idade legal de acesso à pensão de velhice para desempregados que tenham idade igual ou superior a 55 anos à data do desemprego, tenham completado, aos 55 anos, 30 anos civis com registo de remunerações e tenham completado o período de concessão de subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego inicial.

A CIP quer eliminar a penalização da redução do montante da pensão de velhice em 3% por cada ano de antecipação da idade de reforma, entre os 62 e os 65 anos de idade, após a concessão do contrato de trabalho por acordo.

O leitor concorda que os desempregados que não conseguem reingressar no mercado laboral devem aceder à reforma antecipada? Deixe o seu comentário

Nestas propostas, os empresários incluem ainda a «possibilidade de acesso à pensão de reforma por velhice, sem qualquer penalização, de quem já tiver perfeito 40 anos de carreira contributiva».

Depois de Angela Merkel ter sugerido que Portugal tivesse menos dias de férias, os empresários nacionais vão mais longe e sugerem que «é necessário aumentar as horas de trabalho».

Aliás, para a CIP, liderada por António Saraiva, «não basta reduzir a Taxa Social Única». Em prol da competitividade, não basta reduzir o custo unitário do trabalho, mas é preciso «trabalhar mais horas» e aumentar de 40 horas semanais [o máximo que está previsto] para as 42 horas por semana.

Na apresentação das suas propostas para o futuro Governo, que irá ser eleito dia 5 de Junho, os empresários defendem ainda uma reforma profunda da administração pública para equilibrar as contas públicas e querem que as várias empresas do Estado sejam privatizadas para financiar a economia.

Para a CIP, são fundamentais reformas de fundo nas áreas da Justiça, Saúde, Fisco e mercado de trabalho: tudo em prol do crescimento económico e da competitividade.

E o leitor? Concorda com estas sugestões? Acha que é preciso trabalhar mais horas por semana? Deixe o seu comentário
Redação / JF