Verão é período de férias, mas pode também ser uma oportunidade para os mais novos abrirem horizontes e saírem da zona de conforto.

Por isso, a Economia 24 lançou o repto ao Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), para que viesse ao nosso espaço dizer o que se pode encontrar no Portal da Juventude e, sobretudo, como aderir aos programas, para qualquer idade, até ao 30 anos.

Sílvia Vermelho, do conselho diretivo do IPDJ, esteve no programa a explicar tudo.

O período do verão é por excelência o período de programas do IPDJ (…). Por isso, ainda há programas abertos aos quais os jovens ainda podem aderir”, assegura.

No caso dos mais jovens, como os adolescentes, abaixo dos 18 anos, podem optar por campos de férias ou atividade de curta duração de tempos livres.

Depois há os programas de mais longa duração para os mais velhos, cuja idade pode atingir 30 anos.

Quanto à oferta, Sílvia Vermelho diz que se divide em duas: tempos livres e voluntariado.

No caso do voluntariado, o grosso da oferta, é, por pressuposto, não remunerado. Mas há espaço ao pagamento de um valor que pode servir para a alimentação e transporte.

“Não é suposto que o (a) jovem tenha despesas com a sua atividade de voluntariado (…). Por isso, recebe uma bolsa de onde paga essas despesas”, garante a responsável.

Sobre os valores da bolsa, Sílvia Vermelho diz que variam entre os 10 e 15 euros por dia, dependendo do programa. A duração dos mesmos nunca ultrapassa a cinco horas/ dia.

Quantos aos locais, é possível aderir aos campos de trabalho internacionais, em que o IPDJ participa, mas para este ano já não será possível – geralmente as inscrições decorrem entre abril e maio.

Se é uma experiência internacional que procuram atentos a 2020 ou então a outros programas, por exemplo, da Comissão Europeia, que o IPDJ também divulga e cujas inscrições possam ainda estar a decorrer.

Em Portugal, para os restantes programas, ainda há cerca de cinco mil vagas, entre a ocupação de tempos livres de curta duração e o programa Férias em Movimento.

Para os mais velhos, Sílvia Vermelho destaca, o programa Geração Z e o Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas.

Em todos eles, até aos 18, há a possibilidade que ficar com o Passe Jovem – o certificado/ reconhecimento de aprendizagem em contexto de educação não formal.

O Passe “é novo em Portugal e veio conferir uma intencionalidade pedagógica aos nossos programas: saber o que estou a aprender quando estou a desenvolver uma atividade de voluntariado ou de participação cívica.”

“É um registo vivo. Além de dizer que participou nesta ou naquela atividade [isso sempre existiu] diz o que o/ a jovem aprendeu com ela”, acrescenta a convidada.