O El Corte Inglés obteve lucros de 29 milhões de euros em Portugal em 2018, mais 17,7% face ao ano anterior, justificados com a aposta na modernização dos espaços e alargamento de serviços e oferta.

Em comunicado, a empresa portuguesa do grupo El Corte Inglés considera estes resultados "muito positivos" e salienta que traduzem uma variação de 4,4 milhões de euros face ao exercício anterior.

O El Corte Inglés – Grandes Armazéns revela ainda que, no ano passado, o volume de negócios ascendeu a 506 milhões de euros, uma subida de 5,6%, sendo este o valor mais alto nos 17 anos de presença em Portugal.

Fonte oficial do El Corte Inglés – Grandes Armazéns garantiu, em resposta escrita à Lusa, que esta é a primeira vez que a filial portuguesa ultrapassou a fasquia dos 500 milhões de euros no volume de negócios.

No comunicado divulgado hoje, a retalhista, dona dos grandes armazéns localizados em Lisboa e Vila Nova de Gaia (Porto), assume que “este valor é para a empresa, em atividade em Portugal há 17 anos completos, o mais alto de sempre e representa uma subida de 5,6% face ao ano anterior”.

Ainda sobre os dados financeiros de 2018 referentes a Portugal, o El Corte Inglés revela que o resultado bruto de exploração, EBITDA, registou uma subida de 12% para os 57 milhões.

Os custos e as despesas de exploração situaram-se em 448 milhões de euros, o que significa um aumento de 4,7% face ao exercício anterior.

A empresa explica ainda que a contribuir para estes resultados em Portugal há que contar também com a consolidação da marca própria de casa e decoração Room, o posicionamento no que diz respeito à tecnologia e 'gadgets', tendo sempre disponíveis as novidades do mercado, assim como a contínua modernização dos espaços de restauração.

O desempenho em Portugal acompanha o crescimento que a casa-mãe espanhola alcançou no ano passado.

Os lucros do grupo El Corte Inglés ascenderam a 258,2 milhões de euros, com um aumento de 27,7%, enquanto a faturação cresceu 1,1% para 15.783 milhões de euros.

Em Espanha, a evolução positiva do negócio e a boa gestão são os dois fatores que o grupo El Corte Inglés destaca para justificar o aumento dos lucros, assim como do EBITDA que cresceu 2,2% para 1.075 milhões de euros.

No exercício de 2018, o grupo espanhol conseguiu a redução da dívida em 467 milhões de euros, fixando-se, no final do exercício em 3.367 milhões de euros.

A evolução do negócio e a venda de ativos não estratégicos estão na base desta redução da dívida. A retalhista alienou o negócio de óticas e serviços auditivos, da marca Optica2000, que passou para as mãos do grupo holandês GrandVisión, sendo que as lojas localizadas nos grandes armazéns vão continuar a prestar o serviço aos clientes El Corte Inglés.

No que se refere às alianças com outros grupos, o El Corte Inglés destaca, por exemplo, o acordo com o Alibaba Group, para desenvolver uma colaboração nas áreas de comércio e distribuição, serviços de ‘cloud computing’, inovação digital e pagamentos através do telemóvel e salienta que a parceria com a petrolífera Repsol foi ampliada.