Os bancos estão a recusar empréstimos a estudantes que tem como fiador o Estado. Estes universitários têm dificuldades em suportar os custos associados ao seu curso superior, como os transportes públicos, a alimentação e as propinas. 

De acordo com o jornal Público, o Governo terá sido apanhado de surpresa quando confrontado com estes casos, o que levou a confrontar a Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua, que é quem gere estes processos.

A linha de créditos bonificados para estudantes, financiada parcialmente por fundos comunitários, cujo Estado é fiador, começou a funcionar a 100% este ano. Até agora, mais de 500 estudantes fizeram o pedido, mas, de acordo com o jornal Público, várias dezenas viram o crédito recusado por apresentar riscos. O Governo garante que não era isso que estava acordado com os bancos.

De relembrar que a maioria dos jovens que recorrem a este empréstimo, fazem-no em nome individual e, regra geral, não estão a trabalhar. Uma das justificações apresentada pelos bancos na recusa destes pedidos é precisamente a falta de rendimentos destes estudantes. 

A Caixa Geral de Depósitos, um dos quatro bancos a disponibilizar este crédito, alega que as regras definidas prevêm a possibilidade de recusa do empréstimo. As restantes entidades - Millennium BCP, Montepio e BIC - não quiseram prestar declarações ao jornal.

Em entrevista à TSF, o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, garantiu que estes casos são "pontuais" e já estão a ser investigados.

Não é possível exigir qualquer garantia patrimonial aos jovens e, por isso, esses casos estão a ser devidamente investigados".

/ CE